Os primeiros câmbios automáticos nacionais foram montados no início da década de 60, tendo início o preconceito do brasileiro com esse tipo de transmissão. Há 37 anos atrás, os modelos nacionais que possuíam tal opcional eram, o Galaxie, Dodge Dart, ambos em 1969 e o Opala, cinco anos mais tarde. Naquele tempo, nem os mecânicos e os próprios clientes das marcas tinham muita informação sobre o funcionamento de uma transmissão automática.
A principal preocupação entre proprietários e mecânicos era quanto ao modo correto de operar o câmbio, sem quebrar, quando realizar a manutenção, onde comprar peças, etc. Mas apesar de ainda existir tal repúdio quanto ao modo de utilização do câmbio automático, as vendas de automóveis com esse tipo de transmissão vem aumentando gradativamente, fato esse, que se deve ao aumento da frota nacional e conseqüentemente ao tráfego mais pesado nas vias urbanas e o aperfeiçoamento das tecnologias. O câmbio automático proporciona para o condutor mais conforto, economia e segurança.
Com a facilidade de adquirir conhecimento e com os estudos mais avançados, aos poucos os técnicos estão se especializando mais neste segmento. Assim, a manutenção fica menos problemática e mais barata, pois existem fábricas que oferecem cursos especializados, manuais e disponibiliza mais peças no mercado, tornando o trabalho mais prático.
No mercado norte americano a história se reverte, o câmbio manual é praticamente extinto nos automóveis, sejam eles de luxo ou não. O câmbio manual é mais solicitado em carros esportivos, que prezam pelo prazer de conduzir. O Japão é outro mercado que está formando adeptos ao câmbio automático, exemplo disso é a Honda, que criou o novo câmbio de transmissão contínua variável - CVT Continuously Variable Transmission - com funcionamento de acordo com o regime de rotação do motor. No lugar das tradicionais engrenagens, o CVT utiliza duas polias (uma, acoplada ao motor, e outra, unida ao diferencial do veículo) ligadas a uma correia metálica que elimina as mudanças de marchas e proporciona um funcionamento mais suave sem os “trancos” das transmissões automáticas convencionais.
Com a melhora da tecnologia, cada montadora batiza seu sistema de mudanças automático com um nome diferente, mas cada qual com seu tempero, por exemplo, a Ferrari chama de F1, Maserati de CambioCorsa, Alfa Romeo de Selespeed, Opel de Easytronic, Volkswagem/Audi de DSG, Mercedes-Benz de 7G-Tronic, entre tantas outras. Existe também o sistema semi-automático, que podem ser operado através de uma caixa manual, com as marchas na disposição usual e trocadas manualmente, mas sem a ajuda da embreagem, como exemplo podemos citar o Mercedes Classe A e o Palio Citymatic.
O tiptronic, percursos dos câmbios modernos, oferece mudanças seqüências, e podem ser feitas através de teclas no volante ou por pequenos toques na alavanca seletora, proporcionando ao motorista a sensação de poder passar as marchas manualmente, disponibilizando o máximo de aproveitamento das características do motor.
Instantâneas:
# O Chevette oferecia câmbio automático para seus modelos entre 1985 e 1990.
# O Honda Fit foi o primeiro modelo nacional da montadora japonesa a oferecer câmbio automático do tipo CVT.
# Todo o veículo de transmissão automática, disponibiliza um recurso conhecido por kick-down, aonde em um botão em cima do acelerador que, pressionado pelo uso de todo o curso do pedal, provoca redução das marchas para melhorar as respostas do motor.
# A Mercedes-Benz fabrica somente na Europa, uma sofisticada bicicleta com câmbio automático e suspensão controlada por computador. O sistema é operado por um pequeno motor elétrico, aonde um dínamo na roda da frente gera a energia necessária para a locomoção.
# O nome hidramático, muito usado antigamente, surgiu com a popularização da caixa Hydra-Matic, da General Motors.
# Cada montadora batiza seu sistema de mudanças automáticas com um nome diferente, mas cada qual com seu tempero, por exemplo, a Ferrari chama de F1, Maserati de CambioCorsa, Alfa Romeo de Selespeed, Opel de Easytronic, Volkswagem/Audi de DSG, Mercedes-Benz de 7G-Tronic, entre tantas outras.
# No mercado nacional, a GM é a montadora que disponibiliza o maior número de modelos com a opção de câmbio automático, com o Astra, Classic 1.6 e o Vectra.
# A Lexus, divisão de luxo da Toyota, lançará no mercado Europeu até o final de 2006 o modelo LS 460. O modelo contará com um motor de 4.6 litros V8 e o inédito câmbio automático de oito marchas do mundo.
BOX
As principais montadoras do mundo, disponibilizam em seus modelos top de linha os câmbios automáticos mais modernos. Exemplo disso é a Mercedes-Benz que substituiu seu antigo câmbio de cinco marchas pelo atual de sete, o 7G-Tronic. Essa caixa possui gerenciamento eletrônico que avalia fatores posição do acelerador, estilo de dirigir adequando as mudanças de marchas, conta também com duas marchas à ré, no modo “confot” e “standard”.
A rival BMW ataca com seu câmbio de sete marchas SMG III, um seletor do câmbio escolhe uma entre as onze opções de troca de marcha, permitindo seleção manual das marchas com tempos de mudanças extremamente curtos e 20% mais rápidas. A opção “Drivelogic” o motorista determina como o SMG troca as marchas.
A Maserati merece seu destaque nessa briga por um lugar ao sol na disputa pelo melhor câmbio, a marca oferece um câmbio de seis marchas, com trocas por comando eletroidráulico e gerenciamento eletrônico a partir de alavancas tipo pá, localizadas atrás do volante, a Maserati denomina esses modelos com esse tipo de transmissão de Cambiocorsa, que significa “câmbio corrida”, o mesmo usado na Fórmula 1.
Domingo, 12 de abril de 2009 - Por Marcus Lauria
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