Coluna do Bimmer

Ao comprar pneus deve-se tomar cuidado na escolha para não entrar em uma "furada"

O pneu é o único componente do carro que está em contato com o solo. Por esse motivo ele tem tanta importância nos veículos. Seja na hora de acelerar ou de fazer uma curva, a estabilidade do carro está diretamente ligada a borracha. Em conjunto com as rodas o comportamento dos pneus está relacionado com a segurança do motorista e passageiros que dependem da manutenção periódica como a verificação do desgaste e da pressão.

Quando os pneus são projetados, passam por vários testes. Entre eles estão os feitos em asfalto seco, molhado e na terra para pneus "off-road". Estes testes servem para verificar o composto da borracha que pode ser mais "mole" ou mais "dura", para melhor conforto ou performance. Por isso nem todos os pneus têm comportamento igual. Um pneu mais confortável possui seu perfil mais alto, porem sua banda de rodagem dobra nas curvas quando muito exigido. Já os pneus mais esportivos têm um perfil mais baixo, consequentemente dobram menos nas curvas e seu conforto é pior. Ainda existem os pneus para "off-road" que têm o desenho da banda de rodagem específico para transmitir melhor tração em barro e areia e uma estrutura mais resitente. "O incoveniente desses pneus é que, quando utilizados em asfalto a altas velocidades, geram um pouco mais de ruído e possuem menos aderência em asfalto seco e desgastam mais rapidamente". adverte o gerente de marketing de produto da Michelin, Flávio Santana.

Os pneus, seja no asfalto ou na terra, têm influência em sua superfície de contato. Isso determina o seu comportamento geral nessas situações. Essa superfície está ligada diretamente às suas medidas. O pneu de perfil baixo tem sua superfície de contato mais curta e larga, o que ajuda nas manobras e na dirigibilidade. Esse tipo de pneu aumenta a estabilidade em curvas e o contato com o solo. Já o pneu de perfil mais alto, tem sua superfície de contato mais longa e estreita, transmitindo ao motorista manobras previsíveis. Eles são mais confortáveis e têm melhor tração em pisos acidentados.

O ideal é o equilíbrio dos pneus relacionado a tração do automóvel. Essa relação pode ser o diferencial entre uma condução confortável ou não. Um pneu fora de sua "sintonia" causa vibrações ao volante, que são percebidas a partir dos 100 km/h. Essa anomalia pode ser causada por um pneu mais gasto, uma pequena deformação ou mesmo por buracos nas ruas. Nesse caso é aconselhável fazer o alinhamento do sistema de direção e o balanceamento dos pneus conforme a indicação do fabricante. Existem casos que são necessários alterar a cambagem, que é o ajuste de inclinação das rodas.

Outro recurso usado para a manter os pneus com o gasto homogênios é o rodízio do conjunto rodas e pneus. Nesse caso são trocados os pneus da parte traseira que passam para a parte dianteira cruzados. Um detalhe deve ser observado nesse momento, os pneus têm que respeitar o sentido de rotação por serem assimétricos, o que pode vir a prejudicar o desgaste dos mesmos.

Após obter todo o conhecimento chega a hora de comprar um pneu novo. Para isso é aconselhável buscar por marcas conhecidas no mercado como Michelin, Pirelli, Godyear entre outras. Esses pneus têm mais durabilidade e transmitem melhor desempenho para os veículos.

No mercado nacional existem muitas opções para marcas e modelos de pneus que atendem a todo o tipo de veículo. Fora os pneus de marca existe um mercado paralelo que vende pneus remoldados, que são de qualidade duvidosa. Esses pneus são feitos a partir de modelos usados, aonde se aproveita apenas a carcaça do pneu "velho" e o transforma em um "novo". São substiuídas a lona, a banda de rodagem e toda a superfície dos flancos. A vantagem para esse tipo de pneu fica por conta de seu valor menor em relação aos pneus novos. Comparado ao pneu novo, o reformado para os veículos de passeio chega a custar 60% menos.

Instantâneas

# Por volta de 1830, Charles Goodyear através de experimentos científicos confirmou acidentalmente que a borracha exposta a altas temperaturas com enxofre, preservava suas características elásticas no frio ou no calor.

# No Brasil os pneus começaram a ser fabricados em 1934. No mesmo ano em que foi implantado o Plano Geral de Viação Nacional, porém, esse plano só se concretizou em 1936 com a criação da Companhia Brasileira de Artefatos de Borracha - ou Pneu Brasil - localizada no Rio de Janeiro. Em seu primeiro ano de "vida" foram fabricados mais de 29 mil pneus.

# Atualmente no Brasil estão instaladas 13 fábricas de pneus. Dessas quatro são internacionais, entre elas destacam-se a Bridgestone Firestone, Goodyear, Pirelli e Michelin.

# No ranking de produção mundial de pneus, o Brasil é o sétimo colocado na categoria pneus para automóveis. E na produção de pneus para caminhões/ônibus e pick-ups fica em quinto lugar.

Pressão correta

Os pneus são projetados para suportar o peso do carro. Mas na verdade é o ar que está dentro deles que faz esse papel. Rodar com a pressão certa, faz com que os pneus tenham uma "vida útil" maior e faz com que o veículo gaste menos combustível. É importante também calibrar todos os pneus para não alterar o comportamento do carro no dia-a-dia. O ideal é fazer a calibragem toda semana.

Rodar com pressão baixa pode causar a destruição prematura dos pneus e provocar um super aquecimento na borracha. Por isso é importante não ultrapassar a pressão máxima permitida para cada pneu. Para saber a pressão correta deve-se verificar no manual do carro e sempre seguir as instruções. Mudanças climáticas ou pequenos furos também podem provocar alterações no pneus.

Para saber se os pneus estão na calibragem correta, basta verificar o desgaste deles. Se estiverem mais gasto no centro, significa que estão com a pressão excessiva. Caso contrário, mas gastos nas laterais da borracha, os pneus estão com a pressão muito baixa. É aconselhável calibrar os pneus sempre com eles frios, pois se estiverem em temperatura alta em seu interior pode indicar a pressão errada.

Domingo, 15 de março de 2009 - Por Marcus Lauria



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